Marta Pellegrini tem 54 anos e faz aulas de balé clássico. Luiz Valter Bortoluzzi, 67, pratica tango. Já Francine Gabardo, aos 28, dança com as colegas de balé fitness. O que liga todos eles é o fato de que escolheram a dança como exercício físico.
Além da queima de calorias, a modalidade é procurada pelos inúmeros benefícios que traz à saúde e por ser considerada menos monótona e repetitiva que a prática das academias de ginástica. Sem falar na interatividade, fator que tem atraído mais adeptos para as pistas de Santa Maria.
Quando você pratica zumba, axé ou qualquer tipo de atividade em cima de coreografia, num primeiro momento, é interessante para gastar caloria, vai funcionar. Mas nosso público procura as aulas de dança para sair da rotina. Sem falar que, a cada aula, são 30 novos amigos para fazer explica o professor de dança Lucas Pendezza.
*Colaborou Manuela Macagnan
Para todas as idades
A Marta, relações públicas, dançava balé quando era criança, mas acabou se afastando da atividade. Há um ano e meio, ela retomou a prática. Hoje, é a única bailarina adulta em uma turma de meninas. A veterana não vê desvantagens na prática.
É tudo muito lento, delicado. É gostoso ter aula com as meninas. Elas têm uma agilidade muito grande, é uma troca muito boa conta, acrescentando que o balé melhorou a agilidade, a respiração, a disposição e aumentou a sua força nas pernas e nos braços.
A nutricionista Francine Gabardo optou pelo balé fitness modalidade de exercício que usa técnicas da dança clássica para desenvolver a coordenação motora, postura e tonicidade da musculatura de pernas, glúteos, abdômen, braços e costas porque não conseguiu se adaptar à academia. Na avaliação da professora de dança Amanda Rossi, é importante que as pessoas respeitem essas preferências. Isso porque exercícios feitos contra a vontade do praticante podem se tornar estressantes e não trazer mudanças desejadas, como emagrecimento e tonificação de músculos.
A dança alegra, diverte e contagia, fazendo com que a pessoa se sinta feliz e satisfeita, refletindo em uma mudança positiva em seu corpo explica Amanda.
Cuide-se para não dançar
Dançar pode ser mais divertido do que fazer flexões, por exemplo. Mas sendo também um exercício físico, deve ser praticado com a mesma seriedade para que o praticante não coloque a saúde em risco. A recomendação inicial é procurar um médico e fazer uma avaliação antes de iniciar as atividades. Gestantes e pessoas com problemas cardíacos e respiratórios precisam fazer avaliações médicas regulares para garantir que o exercício físico está sendo positivo à saúde.
A fisioterapeuta e psicóloga Leda Borba adverte que o alongamento é essencial. Também para praticar dança, é preciso obervar o tipo de calçado utilizado. Tênis e sapatilhas confortáveis e adequados evitam dores após os exercícios e o agravamento de problemas de saúde
já existentes.
A moderação na prática das atividades também evita lesões. Que o diga a artista plástica Ziza Lisboa Mezzomo, 67 anos, afastada das pistas de dança há seis meses.
Devido à prática excessiva de esportes, acabou machucando o joelho.
Agora, conta os dias para voltar
às aulas.
A dança só faz bem. Me faz viajar, sair da rotina. Eu danço para ficar mais feliz, para alimentar minha alma conta Ziza.
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Vantagens não faltam
A impressão de ficar mais feliz dançando tem um fundo científico. Segundo Leda, estudos comprovam que a pessoa, quando dança, libera serotonina que, em "